Quando os olhos se encontraram,
eram já cúmplices - sem o saber
Quando as palavras sopradas
acariciaram face e cabelos
a pele se fez aquecida...
e as maos aprenderam a dançar
Quando os lábios se banharam
da essencia úmida de línguas inquietas
o gosto penetrou cada espaço rosa da boca
e anunciou intensas aventuras
Até que o tempo desapareceu,
assim como a gravidade e o espaço
e os movimentos permitiram-se
a jóia da experiencia pura;
fome infinita do outro
Foi aí que os cheiros se misturaram inexoravelmente,
foi entao que a mistura de líquidos
tornou claro a ambos que aquele encontro era definitivo,
muito além de corpos que se procuram,
de sexos que se completam
de carícias que brotam a cada respiro
O desejo era o de abraçar esperando a eternidade
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
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