segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cumplices

Quando os olhos se encontraram,


eram já cúmplices - sem o saber


Quando as palavras sopradas


acariciaram face e cabelos


a pele se fez aquecida...


e as maos aprenderam a dançar


Quando os lábios se banharam


da essencia úmida de línguas inquietas


o gosto penetrou cada espaço rosa da boca


e anunciou intensas aventuras


Até que o tempo desapareceu,


assim como a gravidade e o espaço


e os movimentos permitiram-se


a jóia da experiencia pura;


fome infinita do outro


Foi aí que os cheiros se misturaram inexoravelmente,


foi entao que a mistura de líquidos


tornou claro a ambos que aquele encontro era definitivo,


muito além de corpos que se procuram,


de sexos que se completam


de carícias que brotam a cada respiro


O desejo era o de abraçar esperando a eternidade

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